Um homem acusado de cometer homicídio qualificado durante uma confraternização em Santana, no Amapá, começou a ser julgado na manhã desta segunda-feira (19). A sessão teve início às 8h, no plenário do Fórum de Santana, e é conduzida pelo juiz Julle Anderson Mota, titular da 1ª Vara Criminal e Tribunal do Júri da comarca.

O crime aconteceu no dia 29 de junho de 2025, por volta das 17h31, em uma residência localizada na avenida Maria Colares, no bairro Mutirão do Paraíso.

Segundo o processo, a vítima participava de uma confraternização e assistia a uma partida de futebol quando o acusado entrou no imóvel armado com uma faca e desferiu um golpe em sua barriga.

Ataque aconteceu durante confraternização

De acordo com os relatos reunidos pela investigação, após atingir a vítima, o acusado ainda tentou realizar uma segunda investida, mas foi impedido pelo sobrinho de sua companheira, que interveio para evitar novos golpes.

Após a confusão, populares retiraram os envolvidos da residência e providenciaram o encaminhamento para atendimento hospitalar.

A arma utilizada no crime foi encontrada posteriormente em uma via pública.

Durante as investigações, testemunhas relataram possíveis desentendimentos anteriores entre o acusado e a vítima. Também foram mencionadas suspeitas de ciúmes envolvendo a companheira do réu.

Entretanto, segundo os autos, não foi possível estabelecer de maneira objetiva a motivação do ataque.

Réu confessou o crime à Justiça

Durante a instrução processual, o acusado admitiu em juízo ter praticado a agressão.

Em seu depoimento, afirmou que estava embriagado no momento dos fatos, mas não apresentou uma justificativa para a conduta.

A confissão integra o conjunto de elementos analisados no processo, que agora será submetido ao julgamento popular.

Sete jurados vão decidir o caso

O julgamento é realizado pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida, como o homicídio.

Durante a sessão, sete cidadãos que integram o Conselho de Sentença deverão avaliar as provas, os depoimentos e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.

Ao final, caberá aos jurados decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado, enquanto o juiz presidente ficará responsável pela sentença e, em caso de condenação, pela fixação da pena.