O julgamento de policiais militares envolvidos na morte de Sandro Xavier Gomes, conhecido como Pitito, teve início no dia 7 de outubro, no Fórum de Macapá. O caso aconteceu em 20 de abril de 2020, no entroncamento da rodovia AP-440 com a Duca Serra, na zona oeste da capital amapaense.

Na época, Sandro tinha 25 anos e morreu durante uma abordagem realizada por integrantes das Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam).

O então Major Kleber Silva – Comandante do BOPE

Segundo a versão apresentada inicialmente pela Polícia Militar, o jovem conduzia uma motocicleta com registro de roubo e teria desobedecido a uma ordem de parada, iniciando uma fuga.

O então comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), major Kleber Silva, declarou à imprensa que Sandro teria abandonado o veículo, tentado fazer reféns e efetuado disparos contra a guarnição. Os militares teriam reagido, provocando a morte do jovem.

A polícia informou ainda que uma pistola calibre .40 foi apreendida e chegou a associar Sandro a uma facção criminosa. O resultado da audiência de hoje confirma a versão apresentada pela corporação à epoca, o que culminou com a abolvição dos militares envolvidos na ocorrência.

Família contesta versão da polícia

Foto: Santana 360

Desde os primeiros meses após a morte, familiares de Sandro passaram a contestar as circunstâncias da abordagem e a versão apresentada pelas autoridades policiais.

Em junho de 2020, parentes e amigos organizaram manifestações em Santana, município onde o jovem morava, dando início à mobilização conhecida como Justiça pelo Pitito.

O resultado do julgamento

O advogado da família de Pitito informou que irá recorrer da decisão. Representantes do Ministério Público não se manifestaram até o fechamento dessa reportagem.