Uma informação recebida pelo portal Luis Eduardo Notícias acrescenta um novo capítulo à conturbada disputa pela presidência da Câmara Municipal de Macapá. Segundo uma fonte que acompanha as articulações políticas, o vereador Cláudio Góes (União Brasil) teria deixado o plenário nesta sexta-feira (9), antes de uma possível votação para escolha da nova Mesa Diretora.

A saída, ainda não confirmada por registros oficiais, levanta questionamentos porque Cláudio aparece entre os parlamentares que haviam formalizado apoio à candidatura de Marcelo Dias (PRD), adversário do atual presidente da Câmara, Pedro DaLua (União Brasil).

Na quinta-feira (8), Marcelo havia protocolado uma chapa com apoio de 13 dos 23 vereadores. Entre os nomes relacionados no documento estava justamente Cláudio Góes.

O episódio chama atenção pela diferença entre o apoio anunciado na véspera e a informação sobre a possível ausência do parlamentar no momento em que o grupo tentava realizar a eleição.

O que diz o Regimento Interno?

A legislação da Câmara Municipal estabelece que a eleição da Mesa Diretora exige a presença da maioria absoluta dos vereadores.

Como a Casa possui 23 cadeiras, o quórum mínimo corresponde a 12 parlamentares presentes.

O Regimento Interno também prevê eleição por maioria simples dos votos, observada a exigência de presença mínima.

Portanto, a eventual saída de Cláudio Góes não seria, isoladamente, suficiente para explicar a ausência de votação.

Se os 13 apoiadores de Marcelo estivessem presentes e apenas Cláudio se retirasse, ainda restariam 12 vereadores, número suficiente para atender ao quórum mínimo. Entretanto, se houvesse somente 12 parlamentares presentes no momento da saída, a redução para 11 impediria a deliberação.

Até o momento, não foi possível confirmar quantos vereadores estavam efetivamente no plenário quando a tentativa de votação ocorreu.

Apoio formal e ausência levantam perguntas

A informação recebida pela reportagem coloca Cláudio Góes diante de questionamentos que precisam ser esclarecidos.

O vereador deixou realmente a sessão? Qual foi o motivo de sua eventual saída? O apoio formalizado à chapa de Marcelo Dias permanece mantido? Quantos parlamentares estavam presentes no momento em que a eleição deixou de ser realizada?

Essas respostas são fundamentais para determinar se o episódio teve alguma consequência prática sobre a composição de forças políticas na Câmara.

O apoio declarado à candidatura, embora politicamente relevante, não substitui o voto efetivamente registrado em plenário.

Eleição já estava suspensa por decisão judicial

A polêmica acontece em meio a uma disputa que ultrapassou os limites do Legislativo municipal.

A eleição inicialmente marcada para esta sexta-feira havia sido adiada para 30 de dezembro por meio do Edital nº 002/2026-MD-CMM, em cumprimento a uma decisão judicial, segundo a presidência da Casa.

Mesmo assim, vereadores compareceram à Câmara, enfrentaram restrições de acesso ao plenário e realizaram uma sessão, sem que a votação da Mesa Diretora fosse concretizada.

Por esse motivo, também não é possível atribuir a falta de votação exclusivamente à eventual ausência de Cláudio Góes, uma vez que o processo eleitoral já estava envolvido em uma controvérsia judicial.

Cláudio Góes precisa esclarecer sua posição

O nome do vereador passou a integrar o centro das dúvidas sobre os acontecimentos desta sexta-feira.

A divergência entre o apoio anteriormente divulgado e o relato de sua saída do plenário exige esclarecimentos, tanto sobre seu posicionamento político quanto sobre sua participação nos trabalhos da Câmara.

A confirmação da sequência dos acontecimentos dependerá da lista oficial de presença, da eventual ata da sessão e dos esclarecimentos dos parlamentares envolvidos.

O Luis Eduardo Notícias mantém espaço aberto para a manifestação de Cláudio Góes sobre os fatos relatados.